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NOTÍCIAS
19-04-2017
Sarampo: Médio Tejo sem razões para alarme
“O Sarampo é uma doença infectocontagiosa que era muito frequente na criança, mas que desde a introdução da vacina que de uma forma generalizada deixamos de ter surtos”

“O Sarampo é uma doença infectocontagiosa que era muito frequente na criança, mas que desde a introdução da vacina que de uma forma generalizada deixamos de ter surtos”, quem o garante é a diretora do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

O Sarampo que é uma doença benigna mas há o perigo de complicações sobretudo a nível respiratório, podendo surgir situações graves.

“O primeiro sinal é muito inespecífico. Aliás a DGS enviou informação porque os médicos mais novos nunca viram sarampo. Nós, os médicos com mais idade, ainda apanhamos algumas epidemias e os sintomas iniciais são: a febre e a prostração, depois sinais de constipação, os olhos vermelhos, rinorreia, corrimento nasal, dificuldade em encarar a luz. Estes são os sinais que surgem na fase inicial antes de aparecerem as manchinhas. Com as manchinhas já o diagnóstico é mais fácil. Por ser um quadro viral não se conseguem prevenir as complicações da doença. “Temos de estar alerta e atuar o mais cedo possível, sobretudo com medidas sintomáticas. A medicação é viral. Os estados virais tem este contra, não há uma arma de combate. É preciso estar alerta e tratar sintomaticamente”, afirma Julieta Morais.

Uma certeza contudo existe. “Quem está vacinado e quem já teve a doença está à partida protegido”, afirma a diretora do Serviço de Pediatria do CHMT.

“Tivemos muitos anos sem surgir o sarampo e surge-nos agora, provavelmente por haver alguma falha na vacinação, sobretudo por opção de algumas pessoas e, depois, começam a haver falhas”, afirma a diretora do Serviço de Pediatria, acrescentando que “conseguimos realmente erradicar o vírus durante muitos anos e assim não tivemos sarampo”.

Vacinar é, de facto, a mensagem que se deve passar.

“Atualmente existem estes movimentos anti-vacina que surgem porque não assistiram ao que tínhamos antes. A vacina é a imagem não visível. Quando não há a doença corre tudo bem. Agora não se tem a noção da evolução que temos tido em termos de doenças graves, como o sarampo ou as meningites, que se viam frequentemente e que até agora não temos. Esta é a face não visível dos benefícios das vacinas”, explica Julieta Morais.

Julieta Morais está confiante que “não exista uma disseminação muito grande porque em Portugal temos de facto uma percentagem grande de vacinação. No Médio Tejo não está, para já, assinalado nenhum caso. Contudo, se surgirem, temos de tomar as medidas necessárias em relação aos contactos para não haver uma dispersão do contágio. Estamos preparados e prontos”, garante a diretora do Serviço.

Rui Calado, Delegado de Saúde do Médio Tejo, confirma que na região do Médio Tejo não há razão para alarme. “A população pode estar tranquila, pois está protegida no âmbito da cobertura vacinal existente. Os dados da cobertura vacinal apontam para 98% de cobertura da vacinação em todas as faixas etárias, pelo que pensamos que ultrapassamos os valores de imunidade de grupo, nas crianças e nos jovens, o que permite dizer que o vírus não terá condições para se propagar”.

Rui Calado reitera ainda não existir “nenhum caso suspeito ou de confirmação da doença, até à data, na Região do Médio Tejo”.

O Delegado de Saúde do Médio Tejo sublinhou ainda que “os clínicos estão muito avisados nesta matéria, os serviços estão alerta e vigilantes e farão chegar informação à população caso se justificar”.

Governo de Portugal, Ministério da Saúde