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NOTÍCIAS
28-06-2017
Sónia Martins terminou especialidade de Medicina Interna com 19,7 valores
São “o desejo e a vontade de poder ajudar as outras pessoas” que a fazem vir trabalhar todos os dias.

São “o desejo e a vontade de poder ajudar as outras pessoas” que a fazem vir trabalhar todos os dias. Sónia Martins, que terminou a especialidade de Medicina Interna com 19,7 valores, assume sentir-se privilegiada: “Faço o que gosto, no sítio que gosto e por isso sou uma afortunada, não tenho qualquer dúvida”.

 

Sónia Martins fez todo o percurso escolar em Torres Novas, para onde veio morar aos 5 anos de idade. A vocação para ser médica surgiu por volta do segundo ciclo. “Gostava muito de medicina, do corpo Humano. Com o passar dos anos o gosto por esta área ficou mais pronunciado e percebi que era este o meu objetivo”, recorda a agora especialista em Medicina Interna.

“Entrei para a faculdade, para medicina, mas sempre disse que queria voltar para Torres Novas, para junto da família e para ajudar as pessoas que me são mais próximas, as pessoas que eu conheço”, conta Sónia Martins que desde sempre teve um envolvimento grande na comunidade.

“Estive envolvida numa coletividade da terra, na parte do desporto e muitas vezes as pessoas mesmo quando andava a estudar me pediam opinião e perguntavam coisas”.

Fez o curso na Faculdade de Medicina de Lisboa e ainda durante a formação inicial fez um estágio voluntário no serviço de Medicina Interna, na Unidade Hospitalar de Torres Novas.

 “Na altura de escolher o ano comum escolhi que vinha para aqui, para Torres Novas. Tinha a ideia de seguir Pediatria mas, na decorrer do ano comum, gostei muito da Medicina Interna”.

A preferência pela Medicina Interna vem porque gosta de áreas mais abrangentes, mais polivalentes. “Ver o doente como um todo, permite uma abordagem global da pessoa. Permite-nos tratar de praticamente tudo, nós só não operamos, basicamente”, refere Sónia Martins acrescentando existirem “muitos doentes que são seguidos em várias áreas e a nossa especialidade permite-nos conjugar e interpretar todas as situações”.

Terminado o internato chegou o momento do exame da especialidade e também aqui Sónia Martins fez o melhor que sabia.

“Gosto de ter objetivos mas, mesmo quando não tenho, faço sempre o meu melhor. A nota é importante mas eu não me preocupei tanto com a nota mas em fazer o melhor que podia e sabia”.

O resultado veio por acréscimo:19,7 no exame da especialidade.

Terminada esta etapa Sónia Martins confessa que “gostava muito de ficar em Torres Novas por motivos familiares e conhecer bem os cantos à casa e os colegas da equipa, enfermeiros e auxiliares, que me tem acompanhado em todo o meu percurso, ajuda muito. É desafiante estar aqui. Quem decidir ficar pode progredir mais rapidamente na carreira. Poder lançar um projeto, acompanhá-lo e vê-lo crescer é aliciante”, afirma, apesar dos muitos convites que teve de outros hospitais, convites esses que se concretizaram sobretudo depois da brilhante nota no exame da especialidade.

No seu futuro vê-se como “internista da casa, a ver doentes, a trabalhar. Desde que a Medicina Interna regressou à Unidade hospitalar de Torres Novas que me sinto mais parte deste projeto relançado”.

Aos colegas mais novos deixa uma mensagem e sublinha que “não é só nos grandes hospitais que se formam bons profissionais. Nós aqui temos uma boa equipa de trabalho, não é por acaso que saímos agora 4 especialistas com sucesso: eu tive 19,7 mas outro meu colega teve 19,6, outra acima de 18. Não é por acaso que os colegas que saem daqui são requisitados por outros serviços. Significa que são bons profissionais e que estão bem formados. O CHMT é uma casa que forma bem os seus internos e é um local que os colegas podem escolher pois aqui existe potencial para trabalhar e desenvolver projetos”, concluí Sónia Martins.

Governo de Portugal, Ministério da Saúde