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NOTÍCIAS
04-12-2017
Serviço de Sangue do CHMT integra projeto nacional para aproveitamento do Plasma
Foi assinado no passado dia 30 um protocolo que reúne 12 instituições hospitalares nacionais, liderado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação, cuja operacionalidade prevê o aproveitamento do Plasma que é recolhido nas dádivas de sangue.

Foi assinado no passado dia 30 de novembro um protocolo que reúne 12 instituições hospitalares nacionais, liderado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST,IP), cuja operacionalidade prevê o aproveitamento do Plasma que é recolhido nas dádivas de sangue.


É objeto do Protocolo estabelecer os termos e as condições de colaboração institucional entre subscritores, tendo em vista contribuir para a concretização dos seguintes objetivos estratégicos nacionais:

a) Máximo aproveitamento para o país das dádivas benévolas de sangue pelo fracionamento de Plasma Fresco Congelado (PFC) disponibilizado.

b) Suficiência nacional em alguns derivados do plasma e consequente redução das contingências de mercado inerentes à dependência externa destes medicamentos.


Face ao estabelecido neste protocolo o Serviço de Sangue do Centro Hospitalar do Médio Tejo disponibilizará 3000 unidades de Plasma Fresco Congelado ao IPST, IP.


Leonor Gonçalves, diretora do Serviço de Imuno-hemoterapia do CHMT, considera ser “prestigiante para o Serviço e para o CHMT” estar no grupo que vai concretizar o aproveitamento do Plasma. “Ao sermos escolhidos para este projeto é porque estamos aptos para realizar o trabalho e isso é prestigiante para o Serviço”.

Leonor Gonçalves reconhece “a importância que este processo tem, não só para o CHMT, mas para o País. Aliás este Serviço de Imuno-hemoterapia já utiliza o Plasma de quarentena, processado no CHMT, nos nossos doentes. Com este protocolo e com a disponibilização do plasma ao IPST, não vamos desperdiçar nenhum Plasma, fazendo um aproveitamento total do Plasma colhido no CHMT”, salienta.

Para a diretora do Serviço de Imuno-hemoterapia, “outra mais-valia é que para além do Plasma este protocolo permite a obtenção de outros Hemo derivados, nomeadamente a albumina e outros fatores de coagulação”.


O CHMT é a única entidade Hospitalar da região entre Coimbra e Lisboa que assinou este protocolo. Uma realidade que “confirma o reconhecimento nacional do nosso Serviço de Imuno-hemoterapia e assegura, igualmente, na área do sangue, o mais alto nível de qualidade que se pratica no CHMT, reforçando o orgulho e a confiança da população do Médio Tejo no seu Centro Hospitalar” afirmou Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Para Carlos Andrade Costa, “este apego da população ao CHMT é claramente traduzido no papel das Associações de Dadores de Sangue que existem na nossa região e que em muito são, também, os verdadeiros responsáveis do contributo que o Serviço de Imuno-hemoterapia dá a muitas outras Instituições Hospitalares do SNS”.




A assinatura deste protocolo concretiza a 2.ª fase do programa de fracionamento do plasma humano português envolvendo a participação do Instituto Português do Sangue e da Transplantação e dos Serviços de Sangue Hospitalares com maior colheita de sangue, e será válido desde a data de assinatura até ao biénio 2018/2019.

Para além do Centro Hospitalar do Médio Tejo assinaram este protocolo com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP a Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE, o Centro Hospitalar do Porto,EPE, o Centro Hospitalar de São João, EPE, Instituto Português do Oncologia do Porto Dr. Francisco Gentil,EPE, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, o Centro Hospitalar Tondela/Viseu,EPE, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra,EPE, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE, o Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca, EPE, o Hospital de Garcia de Orta, EPE e o Centro Hospitalar Universitário do Algarve, EPE.


O Centro Hospitalar do Médio Tejo integra, e segundo os critérios deste protocolo, o grupo de entidades hospitalares do SNS com maior colheita de sangue, ficando responsável por uma vasta área do centro do país, sendo um dos apenas quatro hospitais da principal região de saúde do país, a ARS-LVT, que assinaram o protocolo concretizando, assim, a 2ª fase do Programa Estratégico Nacional de Fracionamento de Plasma Humano.

Governo de Portugal, Ministério da Saúde