Fátima 2017 – Hospital de Campanha
Um Hospital de Campanha foi montado, em Fátima, no âmbito do Centenário das Aparições e da Visita de Sua Santidade o Papa Francisco, com a capacidade de intervenção para qualquer situação extraordinária.
Na perspetiva de poder ocorrer algum acontecimento excecional esta estrutura estava dotado de profissionais com a competência devida para poderem abordar qualquer situação. Nuno Catorze, diretor da UCIP, Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, do Centro Hospitalar do Médio Tejo, foi o diretor deste Hospital de Campanha e faz um balanço muito positivo de toda a operação: “a missão foi muito bem cumprida”.
Segundo Nuno Catorze a atuação do Hospital de Campanha e a articulação dos diferentes meios envolvidos foi muito boa. “Globalmente foi muito positivo. Houve uma articulação muito boa com todas as entidades e a colaboração com os hospitais foi fundamental, nomeadamente com o CHMT, o seu Serviço de Sangue, com a ligação próxima com a Unidade de Cuidados Intensivos e com o Serviço de Urgência e transferência de doentes para aqui”.
Os atendimentos mais usuais foram derivados de indisposições, sobretudo “de fadiga, pequenos traumatismos, algumas quedas e a chuva também ocasionou alguns casos de deficiências respiratórias”, elenca Nuno Catorze que acrescenta que os “casos mais graves que apareceram tinham a ver sobretudo com a falta de consciência das pessoas que fazem esforços que a sua condição de saúde não permite”.
Na atuação desenvolvida no interior do Hospital de Campanha a novidade foi a existência de “uma equipa cirúrgica pronta a intervir em ambiente de recurso limitado”.
O Hospital de Campanha esteve a trabalhar com as suas equipas 24h sobre 24h.
“Uma experiência muito boa também para o país, pois percebemos que temos uma estrutura pré hospitalar que dá resposta a situações de exceção,” refere o diretor do Hospital de Campanha reforçando que “o INEM deu o primeiro passo. Depois houve um plano nacional, que obrigou a repensar a estrutura médica, desde a rua até ao hospital, e esta missão foi muito bem cumprida”.
E os indicadores que atestam a qualidade da assistência prestada validam esta missão:
“Não houve reinternamento, ou seja quem teve alta não voltou mais tarde pelos mesmos sintomas, todos os doentes que foram transferidos foram bem transferidos e os doentes críticos que foram transferidos todos eles se mantiveram em suporte hospitalar. Isto quer dizer que do ponto de vista qualitativo não podia ser melhor”, explica Nuno Catorze.