CHMT desenvolve estudo pioneiro sobre a Imunidade Celular – Reportagem da SIC Notícias no CHMT

A SIC Notícias esteve do Centro Hospitalar do Médio Tejo para saber mais sobre o estudo pioneiro sobre imunidade celular, o primeiro a ser realizado em Portugal.

Os profissionais de saúde do CHMT e as pessoas idosas residentes em lares da área de influência do CHMT são os casos de estudo desta investigação, que teve início em julho 2021, sete meses após o início do estudo sobre a avaliação da imunidade humoral mediada por anticorpos.

O objetivo inicial deste estudo era perceber como é que o organismo humano reagiria no combate ao vírus com a vacina, mas, agora, e depois dos primeiros resultados, têm sido estudados outros aspetos.

Nas palavras de Carlos Cortes, médico e diretor do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, “este estudo é importante porque não há nada publicado de forma consistente sobre a imunidade celular”, acrescenta que “a imunidade à COVID-19 não tem somente a ver com os anticorpos circulantes, é também muito importante avaliar a presença de células T com memória para o vírus. Os resultados preliminares do estudo são bastante satisfatórios: o organismo da esmagadora maioria das pessoas mantém uma boa proteção celular contra a COVID-19, ao contrário do que acontece com os anticorpos.

“As pessoas depois de serem vacinadas, têm um pico de anticorpos circulantes contra o SARS-CoV-2, mas depois ao longo dos meses temos uma concentração muito baixa. Mas em contrapartida a avaliação que nós estamos a fazer à imunidade celular revela-nos que na grande maioria dos casos, acima dos 95%/96%, as pessoas têm imunidade celular, e isso é muito importante, porque depois em contato com o vírus o organismo através desta imunidade celular vai produzir os anticorpos e desencadear uma série de outros mecanismos para combater o SARS-CoV-2.”, refere o diretor do Serviço de Patologia Clínica à SIC Noticias.

Em breve este estudo estará concluído e serão divulgados os seus resultados finais.

 

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