CHMT reforça atividade assistencial em 2021

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) – composto pelas unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas – reforçou, em 2021, a sua atividade assistencial à população dos 15 concelhos da sua área de abrangência, quer em número de consultas, cirurgias, atendimentos do serviço de urgência e sessões de Hospital de Dia.

Não obstante a pressão provocada ao longo de toda a fase aguda da pandemia COVID-19 ao longo do primeiro semestre do ano passado, foi empreendido pelos profissionais de saúde do CHMT um esforço assinalável para a recuperação da atividade cirúrgica e assistencial da instituição: em 2021, há a registar um crescimento de 7% do número de consultas de especialidade realizadas – com um aumento ainda mais expressivo (de 10%) de “primeiras consultas” –, e a nível da recuperação de cirurgias programadas há a reportar um crescimento de 9% homólogos. A afluência às urgências foi um dos vetores de maior crescimento assistencial do CHMT, com um aumento de 19% da procura.

Ao todo, em 2021, e em termos absolutos, foram realizadas pelo CHMT 166.954 consultas externas de especialidade – mais 10.478 do que as que foram realizadas em 2020. Há a destacar que, deste total, mais de um terço – ou 60.595 consultas – são referentes a “primeiras consultas”. Foram, também, disponibilizadas 28.495 sessões de Hospital de Dia (um aumento de 3% face a 2020).

A procura pelo serviço de urgência levou a 121.217 atendimentos em 2021 – um crescimento de 20.000 atendimentos. Há a destacar um crescimento de 45% do atendimento de urgência pediátrico que totalizou 21.318 atendimentos.

Ao nível da recuperação da atividade cirúrgica, muito afetada até setembro do ano passado devido à pressão COVID-19 em sede de alocação de camas a cuidados intensivos, o balanço de 2021 aponta para um saldo positivo de mais 607 cirurgias realizadas face a 2020 – num total de 7.382 efetuadas no CHMT.

A partir de 15 de setembro de 2021, o CHMT implementou de forma mais visível um retorno à normalidade possível, recolocando os serviços nas suas anteriores localizações e potenciando a capacidade de resposta à atividade cirúrgica programada. Desde então, a capacidade de internamento foi aumentada nas unidades de Abrantes e Torres Novas e as listas de espera para consultas e intervenções cirúrgicas diminuíram em 80%, com especial destaque para a Ortopedia. Foram também retomadas as consultas de Desenvolvimento, que voltaram à Unidade de Tomar, e iniciou-se a reabilitação respiratória, na Unidade de Torres Novas.

A par do reforço assistencial há igualmente a assinalar um saldo positivo de recursos humanos: ao todo, em 2021, estão ao serviço dos hospitais do CHMT, entre outros profissionais, mais 19 médicos e 17 enfermeiros.

O ano de 2021 coincidiu, também, com o 20º aniversário do CHMT. Para possibilitar o crescimento da atividade assistencial prestada, foram realizados dois relevantes investimentos em novos equipamentos de Imagiologia, que totalizam 1,8 milhões de euros – o equipamento de TAC, em Torres Novas, e o equipamento de Ressonância Magnética em Abrantes.

Há ainda a assinalar o esforço do laboratório do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, onde se registou também um investimento significativo, tendo sido realizados 121 mil testes à COVID-19, de todas as regiões do país, contribuindo assim o CHMT para o desígnio de testagem nacional.

O ano de 2021 foi o ano do 20º aniversário do CHMT, e não encontramos melhor forma de assinalar a efeméride do que com a apresentação dos dados de crescimento assistencial à população dos 15 concelhos servidos pela instituição”, afirma Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração do CHMT, que acrescenta: “2021 foi um ano de grandes desafios colocados pela pressão da pandemia sobre os hospitais. Os obstáculos foram superados pelos profissionais de saúde do CHMT que, com grande dedicação e, por vezes, com sacrifício pessoal, superaram as dificuldades e prestaram mais e melhores cuidados de saúde à população servida pelas unidades do CHMT”

Casimiro Ramos destaca que a retoma da atividade assistencial e cirúrgica é máxima prioridade do CHMT para 2022, a par de um conjunto muito relevante de investimentos: “A evolução epidemiológica da COVID-19 preocupa-nos, mas temos definida uma ambiciosa estratégia de aumento assistencial em 2022, alavancada num conjunto de investimentos, dos quais se destacam o início das obras de requalificação do serviço de Urgência e da Consulta Externa do Hospital de Abrantes, ou a substituição do revestimento exterior dos edifícios de Tomar e de Torres Novas.  No âmbito da atividade médico-cirúrgica destaca-se a criação um laboratório de nível III de segurança; a aquisição de cinco ecógrafos para intervenções cirúrgicas de precisão, uma mesa operatória de tração ortopédica e equipamento complementar para Ressonâncias Magnéticas cardíacas”.

Desde o início de 2022 que o CHMT assegura o transporte aos utentes com alta clínica no regresso à unidade mais próxima da sua área de residência. Esta medida visa melhorar a resposta às necessidades dos utentes, melhorando o seu conforto e diminuindo as despesas destes no regresso a casa, cumprindo-se uma reivindicação com duas décadas: “a porta de entrada no centro hospitalar devia ser também a porta de saída”. O CHMT disponibiliza esse serviço, duas vezes por dia e alargado a utentes que necessitem de se deslocar para a realização de consultas externas. Com esta medida, caso o utente resida num concelho diferente daquele em que tenha estado internado, o CHMT passa também a assegurar o transporte de regresso à unidade de saúde mais perto da sua residência.

Todas estas questões de balanço de 2021 e perspetivas para 2022 foram analisadas em reunião realizada esta semana entre o Conselho de Administração do CHMT e a “Comissão de Utentes da Saúde do Médio-Tejo” (CUSMT). Nessa reunião, o Conselho de Administração alertou para a necessidade de esta se constituir legalmente como Associação.

Efetivamente, verifica-se o incumprimento da Lei n.º 44/2005 de 29 de agosto e consequentemente a Portaria 535/2009 de 18 de maio, que regulamentou a referida Lei e que e define o processo de reconhecimento do âmbito e da representatividade, o registo e as formas de apoio às associações de defesa dos utentes da saúde. Esse processo de reconhecimento é da iniciativa da associação que deve, nos termos da referida Portaria, enviar os documentos necessários para a instrução do processo de registo, à Direcção-Geral da Saúde (DGS), a quem cabe esta competência.

A “Comissão de Utentes” não efetuou esses procedimentos. Não obstante, o Conselho de Administração disponibilizou-se para continuar a encarar a CUSMT como um parceiro efetivo, disponibilizando inclusivamente apoio dos juristas da Instituição para prestarem apoio na legalização da referida entidade.

 

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