CHMT regista 1.100 internamentos de doentes com COVID-19 nos primeiros sete meses de 2022

Nos primeiros sete meses de 2022 (1 de janeiro a 31 de julho), há a registar o internamento nas enfermarias COVID-19 do CHMT – Centro Hospitalar do Médio Tejo um total de 1100 doentes.

Destes, 73 (ou 6,9%) passaram pela unidade de cuidados intensivos do CHMT. Percentagem que compara com uma fatia acima dos 25% de necessidade de resposta de cuidados intensivos no acumulado dos dois primeiros anos de combate à pandemia.

As novas variantes do vírus provocaram, inquestionavelmente, doença mais ligeira, no entanto, é muito expressivo o acumulado total de casos. A título de comparação, estes 1100 internamentos por doença provocada pela COVID-19, registados nos sete primeiros meses do ano, confrontam-se com 1733 internamentos COVID nos primeiros dois anos de pandemia (24 meses, de março de 2020 a março de 2022).

A nível de género há uma quase paridade de casos entre sexo masculino, 577 casos, e sexo feminino, 523 casos, no acumulado de 2022. Há apenas um total de 144 casos COVID submetidos a internamento no CHMT nas faixas etárias abaixo dos 60 anos.

Há a lamentar, neste período de sete meses, 246 mortes de doentes infetados com COVID-19. A mortalidade dos doentes internados no CHMT foi mais expressiva na faixa etária dos 80-89 anos, com 105 óbitos. Todavia, é também nessa mesma faixa etária que foi mais expressiva a taxa de recuperação/alta (268 doentes recuperados, no total dos 7 meses nesta faixa etária).

Abrantes, Tomar e Torres Novas são os concelhos de residência de mais de metade dos doentes COVID internados no CHMT, 558 no total dos 7 meses.

Há a assinalar três picos assistenciais à COVID-19 nos sete primeiros meses do ano: entre 7 a 21 de fevereiro a média de doentes internados foi de 50 pacientes, número que voltou a registar-se na última semana de maio e duas primeiras de junho (com o máximo de 55 doentes); no início de julho houve também uma nova subida, para os 46 doentes internados com COVID no CHMT. Todavia, na primeira semana de agosto há apenas a registar 11 internamentos – é o mínimo do ano de pacientes admitidos no CHMT com COVID-19.

Mais de 100 doentes são seguidos na consulta de acompanhamento da síndroma da “covid longa”.

Estes são números assistenciais à população do Médio Tejo muito expressivos, que envolveram muitos meios e o empenho dos profissionais de saúde alocados ao combate à pandemia, que não puderam baixar os braços para prestar cuidados de saúde inadiáveis à população dos concelhos do Médio Tejo. No entanto, estes dados devem também ser enquadrados com o reforço da atividade assistencial não COVID, evidenciando-se esse esforço dos profissionais, não obstante a situação da pandemia ainda colocar muita pressão sobre as instituições hospitalares.

No acumulado de 2022, foram assistidos mais 40% de episódios de urgência do que no ano passado, atingindo um total de 87 085 atendimentos. Foram realizadas 103 588 consultas (mais 6 106 do que em 2021) e houve um aumento de quase 30% homólogo das cirurgias programadas (tendo sido realizadas um total de 5 291 atos cirúrgicos nos sete meses do ano).

Há a registar 18 509 sessões de hospital de dia (mais 2 305 sessões– um aumento de 14% homólogo). As visitas domiciliárias cresceram 19% homólogos, para um total de 957. Os partos realizados estão a níveis de 2021 – realizaram-se apenas menos três partos do que no período homólogo.

A nível da realização de exames e meios complementares de diagnóstico, o balanço é igualmente muito positivo, com reforço da capacidade assistencial, destacando-se o crescimento de 78% dos exames de anatomia patológica realizados, um aumento de 47% dos exames de pneumologia (mais 18 509 exames realizados do que no ano passado) e crescimentos acima dos 10% em todos os meios de diagnóstico, como exames de cardiologia, imagiologia, análises clínicas, sessões de medicina física e reabilitação, entre outros.

#juntosparacuidardosseus

 

 

 

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